terça-feira, 22 de junho de 2010

Medite nestas coisas!!

Meditarei no glorioso esplendor da tua
magestade e nas tuas maravilhas.
Salmo 145.5


Alguns cristãos tornam-se um pouco céticos quando você começa a falar sobre meditação sem enxergar a grande diferença entre a meditação bíblica e alguns tipos de meditação mística. Na meditação mística, conforme uma das explicações, "a mente racional é levada a neutralidade... para que a psique possa assumir o controle". O foco é interior e o objetivo é "tornar-se um com Deus".
Por outro lado, a meditação bíblica direciona a atenção aos assuntos do Senhor e o Seu propósito é renovar as nossas mentes (Romanos 12.2) para pensarmos e agirmos de maneira semelhante a Cristo. O objetivo é refletir sobre o que Deus disse e fez (Salmos 77.12; 119.15-16; 97) e em como Ele é (Salmo 48.9-14).
Em Salmo 19.14, Davi escreveu: " As palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua presença."Outros salmos refletem sobe o amor de Deus (Slamo 48.9), Suas obras (Salmo 77.12), Sua lei (Salmo 119.97) e Seus testemunhos (Salmos 119.99).
Preencha sua mente com as Escrituras e concentre sua atenção nos mandamentos, nas promessas e na bondade do Senhor. E lembre-se disto: "[...] tudo que é verdadeiro, tudo que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo que é amavél, tudo que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento" (Filipenses 4.8).

segunda-feira, 21 de junho de 2010

ontra fatos não há argumentos. Será??



Você já parou pra pensar o quanto nosso cotidiano é nutrido por idéias? Lidamos com elas o tempo todo. Idéias que vão e que vêm; que nós criamos, copiamos, mudamos; memorizadas, pensadas, não-pensadas, automatizadas, enraizadas. Embora o viver não se resuma a elas, não há duvida que, de muitas e variadas formas, elas ajudam a abastecer o viver.

Uma das idéias das quais nos abastecemos – os historiadores mais ainda – é a de que fatos existem lá fora. Um fato pode ser entendido genericamente como um fenômeno humanamente reconhecível, e ordenado a partir do tempo e do espaço. Para muitos, fatos são “dados”, isto é, informações que emanam naturalmente dos ocorridos e que, por uma pura observação, caem em nossos colos prontos para serem divulgados. Não foram mexidos, como podem ser os ovos, nem modificados pelo olhar humano. Aliás, para que fatos sejam mesmo fatos, ter-se-ia de ignorar o tal olhar. E o pior é que nisso tudo ainda se propaga a fábula da “tabula rasa” de David Hume, que pressupõe a pura recepção da mente humana dos dados da experiência, demarcando uma continuidade entre o dado, a recepção e o conhecimento.

Assim, tal fábula se faz disseminar entre nós por meio do senso comum de que “contra fatos, não há argumentos”, já que o fato “fala por si mesmo”, e nosso papel é apenas o de descrevê-lo tal como ele é, sem tirar, nem pôr. Eles emergem das coisas. Embora muita gente ainda pense assim, há muito tempo existem argumentos levantados por diferentes vozes contra tal percepção de um fato. Uma delas é a de que o fato não é um dado proveniente do mundo externo, mas uma criação proveniente do olhar humano. Logo, aquilo que recebemos como “fato”, contra qual não se poderia ter argumento, surge precisamente de outros argumentos, ou informações suscitadas por alguém, que não “caíram no colo”, nem foram “dadas” e sim produzidas pela linguagem.

É óbvio que isso se aplica ao campo do conhecimento, que surge precisamente desse olhar para a realidade. Não se trata de ciência exata aqui, mas humana (melhor deixar claro, antes que alguém venha dizer que acredita ser um fato que 2 + 2 é igual a 4). Fatos, assim, são construções, à medida que passam pelo filtro do olhar, que naturalmente resulta em interpretação e, por fim, em um enunciado. Não se pode, por mais que se tente, eliminar todas as interpretações naturais, como defendeu Paul Feyerabend. E toda tentativa de fazê-lo, ainda segundo ele, seria autodestrutiva, ou, como disse C. S. Lewis, é aceitar a “oferta do Bruxo”.

Contra tal positivismo, que dizia “há apenas fatos”, Nietzsche respondeu: “Ao contrário, fatos é o que não há; há apenas interpretações”. Sei que para muita gente isso ainda pode parecer um tanto subversivo, e para outros, questão ultrapassada. Mas ainda se pode ouvir, aqui e acolá, o dito que “contra fatos...”. Bem, e se os fatos, em si, já são de certo modo argumentos (enunciados)? Então, não se pode aferir que não há argumentos contra argumentos, concorda? Teorias são criações provenientes da interpretação – diversa, lacunar, contraditória – e, portanto, sujeitas a permanente reformulação. Diz-se que os fatos podem refutar as teorias, e eu pergunto: quais? Aqueles, resultantes da mesma fonte de onde provêm as teorias, isto é, o olhar humano?

Penso que não há nada “por trás dos fatos” que proteja uma afirmação categórica humana de um exame crítico – até porque, por trás dos fatos, diria Feyerabend, estão seus “componentes ideológicos”. Aliás, a menos que esteja protegida pela “aura” do dogma, nenhuma teoria, tampouco essa que defendo, está isenta de um exame crítico. Se não é possível excluir a interpretação da atividade de conhecer, continuemos examinando criticamente as interpretações uns dos outros, nessa busca desenfreada pela verdade, que nos escapa. Se uma interpretação “não servir”, substitua por outra, e assim sucessivamente. No dia em que virmos o original, face a face, então a ciência terá chegado ao fim, parafraseando Rubem Alves... No dia em que virmos face a face, então conheceremos como somos conhecidos, e a vida já não será a mesma!


Jonathan

Fanáticos Religiosos!!



A vossa palavra seja sempre agradável,

temperada com sal, para saberdes como

deveis responder a cada um.

Colossenses 4.6


Tenho um amigo que foi convidado para um jantar, no qual sentou-se ao lado de um descrente que se divertia em zombar dos cristãos.

Durante todo este período, o homem alfinetou Mateus de maneira cruel falando sobre as maldades do cristianismo ao longo dos séculos. O meu amigo respondia calmamente a cada insulto dizendo: "Esse é um ponto de vista interessante." E depois fez uma pergunta que demosntrou genúino interesse e desviou a discussão da questão sobre a qual discordavam.


Quando os dois estavam indo embora no fim da noite, o rapaz desferiu o golpe final. Mateus colocou os braços no ombro dele e riu silenciosamente: "Meu amigo", disse ele, "durante a noute toda você tentou conversar comigo sobre religião. Você é um fanático religioso?"


O rancor do rapaz dissolveu-se em um ataque de risose depois em moderação, porque ele era verdadeiramente um fanático religioso. Todos os seres humanos são. Somos insaciáveis e incuravelmente religiosos - conquistados pelo amor compassivo de Deus, apesar de tentarmos mantê-lo à distância. A bondade e o humor inteligente de Mateus despertaram o coração daquele rapaz para que ele pudesse se tornar receptivo ao evangelho.


Devemos ser "prudentes como as serpentes" (Mateus 10.16) quando lidamos com não-cristãos, falando com eles "com graça temperada com sal" (Colossenses 4.6)


Como sal da terra,

os cristãos podem tornar outros sedentos pela Água da Vida.!!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

RETRIBUIR!!

"Porque eu vos dei o exemplo, para que,

como eu vos fiz, façais vós também."

João 13.15



A Corrente do Bem é um filme sobre os planos de um menino de 12 anos de fazer diferença no mundo. Incentivado por um professor da escola onde estudava, o garoto convida um morador de rua para dormir na garagem da casa dele. Sem saber deste acordo, uma noite sua mãe acorda e encontra o homem consertando o caminhão da família. Ameaçando-o com uma arma, ela pede que o sem-teto se explique. Ele lhe mostra que conseguiu consertar o caminhão e lhe conta sobre o ato bondoso de seu filho. E diz: "Estou apenas retribuindo."


Acho que Jesus tinha a retribuição em mente numa das suas últimas conversas com os seus discípulos. Ele queria mostrar-lhes a total amplitude do seu amor. Então, antes da sua última refeição juntos, tirou a túnica, amarrou uma toalha na cintura e começou a lavar os pés dos seus discípulos. Isto era chocante, pis apenas os escravos lavavam os pés de outros. Era um ato de servidão e um síbolo que apontava para o sacrifício, a paixão e a humilhação de Jesus na cruz. O pedido que fez aos seus discípulos foi: "Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros" (João 13.14). Os discípulosdeveriam retribuir.


Imagine como o mundo seria doferente se dedicássemos aos outros o tipo de amor com o qual Deus nos amou através de Jesus!!


Recomendo o filme: A CORRENTE DO BEM.




UAU!!!


UAU!

Ó Senhor, quem é como tu entre os deuses?
Quem é como tu, glorificado em santidade,
Terrível em feitos gloriosos,
Que operas maravilhas?
Êxodo 15.11


Em um dia tempestuoso de junho, fui com minha família em férias para as montanhas Rochosas do Canadá.
Visitamos um local turístico que meu guia recomendava como: deve ser visto. O vento gelado me fez relutar em caminhar, até que vi um grupo de pessoas retornando daquela paisagem panorâmica. Vale a pena ir lá? Perguntei. E eles responderam: é claro que sim! Isso nos incentivou a prosseguir. Quando finalmente alcançamos o local, sua beleza nos deixou virtualmente mudos. UAU! Foi tudo o que conseguimos expressar.

Paulo atingiu esse ponto quando escreveu sobre a obra de Deus na salvação dos judeus e dos gentios no livro aos Romanos. Três atributos de Deus também o emudeceram, assim como faz comigo.

Primeiro: Deus é onipresente (Romanos 11.33). Seu plano perfeito de salvação nos mostra que Ele tem soluções muito melhores aos problemas da vida do que somos capazes de imaginar.

Segundo: Deus é onisciente. Seu conhecimento é infinito. Ele não precisa de conselheiro (Romanos 11.34) e nada o surpreende!

Terceiro: Deus é onipotente (Romanos 11.35) Ninguém pode dar a Deus o que Ele primeiro não tenha dado. Nem alguém pode retribuir-lhe por sua bondade.

Podemos dizer como Moises, “Quem é como tu, glorificado em santidade, terrível em feitos gloriosos, que operas maravilhas?” Ex 15.11

Que Deus maravilhoso é aquele que servimos!!

Vemos a majestade de Deus em Seu caráter e em sua criação!!!

Um forte abraço a todos!!

Késia

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Qual é a próxima?


(...) prossigo para o alvo, para o prêmio da
Soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. – Fl 3.14


Em uma série que passou na televisão, o presidente de um país fictício normalmente terminava as reuniões de equipe com três palavras – “E a próxima?”
Era a sua maneira de sinalizar que a questão anterior estava encerrada e que estava pronto para seguir em frente.
As pressões e responsabilidades da vida no palácio do governo exigiam que ele não concentrasse sua atenção no que estava no espelho retrovisor – ele precisava manter o olhar adiante e seguir em frente.
Em certo sentido, o apóstolo Paulo tinha uma perspectiva de vida semelhante. Ele sabia que não tinha “chegado lá” espiritualmente e que havia um longo caminho pela frente para se tornar parecido com Cristo. O que ele poderia fazer? Poderia agarrar-se ao passado, com seus fracassos, decepções, lutas e disputas, ou poderia aprender com aquelas experiências e prosseguir, em direção à próxima.
Em Filipenses 3, Paulo nos diz como decidiu viver sua vida: (...) esquecendo-me das coisas que trás ficam e avançando para as que adiante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (VV. 13-14). É uma perspectiva que impulsiona para a frente – para abraçar o futuro. É isso que também precisamos ansiar, enquanto buscamos ser transformados à imagem do Salvador e aguardamos pela eternidade com Ele.
Não viver do passado, nem usar fracassos para impedir sua caminhada, são posturas necessárias para aqueles que desejam permanecer e estar em busca do grande prêmio.
As amarras dos erros passados só prendem aqueles que desejam viver assim, sem nenhuma perspectiva e sem desejo de seguir em frente.
A cada novo dia Deus nos dá a oportunidade de recomeçarmos e seguir em frente e dizer – “ E a próxima?”

Eu desejo seguir para a próxima e você?


Um abraço

Késia

sexta-feira, 5 de março de 2010

PAZ!!!

O caminho para a paz começa com a aceitação da verdade a meu respeito - toda a verdade.
Qualquer fragmento de mim que eu me recuse a aceitar torna-se o inimigo.
Minha luta em conviver com certas pessoas tem uma explicação simples: elas representam para mim precisamente aqueles elementos que me recusei a reconhecer e aceitar em mim mesmo.
Aceitar a verdade sobre meu próprio dilaceramento é insuportável, senão impossível, sem que eu me volte para Cristo. Se a visão que tenho de mim mesmo não for purificada pela misericórdia e pela compaixão de Jesus, preciso ser falso, camuflar minhas verrugas e apresentar a voce um eu muito admirável, livre de falhas e superficialmente feliz.
Para Meister Eckart, a equação: "em Cristo = em paz" é sempre válida. Quando aceito a verdade a meu respeito, um naufrago que foi salvo, e a entrego 'a pessoa de Jesus, estou em paz ainda que não me sinta em paz. A paz que procede de Deus e excede todo entendimento (Fp 4.7) foi conquistada por Cristo na cruz e não depende de meus sentimentos e diposições oscilantes.
A paz que vem de aceitar a verdade inteira sobre mim está enraizada em Cristo, que reconciliou "consigo todas as coisas, tanto as que estão na terra quanto as que estão nos céus, estabelecendo a paz pelo seu sangue derramado na cruz" (Cl 1.20). O shalom de Jesus não é mera saudação, mas uma declaração de autoridade do Filho de Deus, Palavra crucificada que produz a paz que proclama.

Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração,
prova-me, e conhece as minhas inquietações.
Vê se em minha conduta algo te ofende,
e dirige-me pelo caminho eterno.
Salmo 139.23-24

quarta-feira, 3 de março de 2010

As exigencias do amor!!

Para aqueles que sentem que sua vida é uma séria decepção para Deus, são necessárias uma enorme confiança e uma segurança ousada, que se lança sem medo de correr riscos e de forma até mesmo desconcertante, para aceitar o amor de Cristo, que não conhece nenhuma forma de sombra de alteração ou mudança.
Quando Jesus disse "Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados", Ele já pressupunha que ficaríamos cada vez mais cansados, desanimados e desalentados pelo caminho. Essas palavras são um testemunho comovente da humanidade genuína de Jesus. Ele não tinha nehuma noção romântica do custo do discipulado. Sabia que a dor física, a perda de pessoas amadas, o fracasso, a solidão, a rejeição, o abandono e a traição esgotariam nosso espírito, que chegaria o dia em que a fé não ofereceria mais nenhuma segurança, nenhuma propulsão ou consolo, que a oração perderia todo senso de realidade ou avanço, que um dia ecoaríamos o clamor de Teresa de Ãvila - "Senhor, se é assim que tratas teus amigos, não é de admirar que tenhas tão poucos".
"Elas dão prova do justo juízo de Deus
e mostram o seu desejo de que vocês
sejam considerados dignos do seu Reino,
pelo qual vocês também estão sofrendo".
2 Tessalonicenses 1.5

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Confiança - No âmago do reino vindouro!!



Todos os dias Jesus se via cercado por pessoas encurvadas, por vítimas de feridas purulentas e membros mirrados, por mudos e surdos. O efeito líquido que toda essa miséria humana exercia sobre ele não era deprimi-lo. A única acusação que ele lançava contra qualquer pessoa - sempre os espectadores, jamais a vítima - era a falta de confiança em Deus.

A questão predominante para cada judeu era como instaurar o reino do Deus de Israel. Jesus propôs um único caminho - o da confiança. Jesus não pediu a seus discípulos que confiassem em Deus; ele ordenou que confiassem em Deus. Confiar em Deus não era alguma característica secundária do ensinamento de Jesus; era seu cerne, seu centro. Isso e somente isso apressaria o reino de Deus.

Achamos, no entanto, que a confiança amenizará a confusão, amortecerá a dor, remirá os tempos. a nuvem de testemunhas de Hebreus 11 testifica que não é assim. Nossa confiança não traz a clareza definitiva nesta terra. Não ameniza o caos, nem amortece a dor, nem fornece uma muleta. Quando tudo o mais é impreciso, o âmago da confiança diz: "Nas tuas mãos entrego o meu espírito".

Então Ester mandou esta resposta a Mardoqueu:
"Vá reuni todos os judeus que estão em Susã,
e jejuem em meu favor. Não comam nem bebam
durante três dias e três noites.
Eu e minhas criadas jejuaremos com vocês.
Depis disso irei ao rei, ainda que seja contra a lei.
Se eu tiver que morrer, morrerei".
Ester 4.15-16

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

HOJE - Não ontem nem amanhã!!



O apóstolo Paulo captou o pleno significado do ensino de Jesus sobre livrar-se da preocupação. Fazendo as vezes de cabide de túnicas durante o apedrejamento de Estevão e atuando como mentor da matança dos cristãos, Paulo bem poderia ter se tornado um caso patológico se tivesse permanecido em seu estado pré-cristão.
No entanto, Paulo escreve: "... mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo..." Fp 3.12-14

Quaisquer realizações passadas que possam nos trazer honra, quaisquer desonras passadas que possam nos envergonhar, todas foram crucificadas com Cristo e não mais existem.

Mas a preocupação não se limita ao passado. Quando a mente dirige seu olhar ao futuro desconhecido, pode produzir situações aterrorizantes que também nos mantém em estado crônico de preocupação.

Essa preocupação com o futuro impede que estejamos atentos ao presente vivo. As tradições espirituais continuamente ressaltam esse problema. Um dos ensinos mais memoráveis de Jesus contém este contraste: "não estejais ansiosos quanto à vossa vida, pelo que haveis (futuro) de comer, ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. [...] Olhai (presente) para as aves do céu..." Mt 6.25-34 Ele conclui o ensino com uma peça de humor negro que tem ajudado muitas pessoas a refrear a mente galopante: "Basta a cada dia o seu mal".

Encarregar-se do momento presente, observando-o surgir e contribuindo para sua criação, é uma das primeiríssimas habilidades da vida espeiritual.

Venha, ó descendência de Jacó,
andemos na luz do Senhor!
Isaias 2:5



quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Sem espaços para fingimentos!!



Jesus chega ao âmago da questão quando deposita a criança sobre a perna. Ela não é muito centrada em si, e por isso não é cheia de achamentos e inibições, nem é dada a fingimentos.

Recordo-me da noite em que o pequeno John Dyer, três anos de idade, bate em nossa porta acompanhado dos pais. Olhei para bbaixo e disse:
_ Olá, John. Que bom ver você.
Ele não olhou nem para a direita, nem para a esquerda. Tinha o rosto rígido como uma pedra. Franziu a testa, meio cerrando os olhos com a mira apocalíptica de uma arma em posição de tiro.
_ Cadê os biscoitos? _ exigiu.

O reino pertence a pessoas que não estão tentando fazer parecer que são boas, nem buscando impressionar ninguém, muito menos a si próprias. Não ficam arquitetando meios de chamar a atenção para si, preocupadas com a forma em que suas ações serão interpretadas, nem se perguntando se guanharão medalhas por seu comportamento.

Vinte séculos depois, Jesus dirigi-se incisivamente ao asteca presunçoso que se deixou enrredar pelo narcisismo fatal do perfeccionismo espiritual, também àqueles de nós que se viram vangloriar-se de suas vitórias na vinha, àqueles de nós que se preocupam demasiadamente, fazendo estradalhaço, com suas fraquezas humanas e defeitos de caráter.

A criança não precisa lutar por uma boa posição que lhe permita relacionar-se com Deus.

Ao ver Natanael se aproximando,
disse Jesus:"Aí está um verdadeiro israelita,
em que não há falsidade".
João 1.47

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

O mistério da pessoa de Deus!!



Acaso, entraste nos mananciais do mar...?
Jó 38.16


Algumas coisas da natureza têm de permanecer como um mistério para as mais inteligentes e perscrutadoras investigações. O conhecimento universal é algo que se restringe exclusivamente a Deus. Se isto é verdade no que diz respeito às coisas temporais e visíveis, é muito mais verdade ainda no que se refere aos assuntos espirituais e eternos. Por que, então, eu tenho torturado o meu cérebro com especulações sobre o destino, a vontade, a fatalidade estabelecida e a responsabilidade humana? Não sou capaz de compreender estas verdades profundas e obscuras, assim como não sou capaz de sondar as profundezas das quais os oceanos extraem seu estoque de água. Por que sou tão curioso para saber a razão das providências de meu Senhor e os motivos de suas ações? Quando eu terei a capacidade de segurar o sol em meu punho e agarrar o universos nas palmas de minhas mãos? Mas estas coisas são apenas uma gota em um balde de água, se comparadas com o Senhor, meu Deus.


Jamais devo me esforçar para entender o infinito; ao contrário disso, devo gastar minhas energias em amor. Aquilo que não posso ganhar por meio do intelecto posso obter por meio das afeições. Isto deve satisfazer-me. Não posso penetrar o coração dos oceanos, mas posso desfrutar das brisas saudáveis que sopram sobre ele e velejar sobre as suas ondas azuis. Se eu pudesse entrar nas fontes dos oceanos, esta façanha não teria um propósito útil para mim, nem mesmo para as outras pessoas. Isto não salvaria o navio que naufragou, como não traria de volta à sua esposa entristecida e a seus filhos o marinheiro que morreu afogado. Tampouco o meu desvendamento de mistério profundos provaria qualquer coisa. O menor amor para com Deus e o mais simples ato de obediência a Ele são melhores do que o mais profundo conhecimento. Meu Senhor, deixo contigo o infinito e rogo que Tu me guardes do amor pela árvore do conhecimento, o que me privaria da árvore da vida.


FONTE: Charles Haddon Spurgen.com

Servindo a Deus com Alegria!!!!

No meio do povo de Deus, muitos certamente estão com as mentes cheias de planos para o futuro e para as diversas esferas do serviço nas quais, se o Senhor nos conceder mais tempo de vida, nos engajaremos. Pode ser que o bem-estar de nossas famílias, a prosperidade dos negócios, ou a atividade no serviço para o Senhor sejam considerados como as questões que mais deveriam ocupar nossa atenção. Mas, de acordo com minha avaliação, o ponto que mais requer cuidado é este: se temos verdadeira satisfação e alegria interior no Senhor!
Outras coisas podem pressioná-lo; a obra do Senhor pode, inclusive, requerer urgência sobre seu tempo e preocupação. Mas eu repito deliberadamente: é de suprema importância que você busque acima de todas as coisas encontrar verdadeira alegria e satisfação no próprio Deus. Dia após dia, procure fazer disso o assunto mais importante de sua vida. Essa tem sido minha firme e determinada convicção nos últimos 35 anos. Nos primeiros quatro anos após minha conversão, eu não sabia de sua vasta importância, mas agora, depois de muita experiência, recomendo este ponto de maneira especial para ser ponderado por meus irmãos e irmãs em Cristo. A chave para servir na obra de Deus de modo realmente eficaz é – ter alegria em Deus e experimentar verdadeiro relacionamento e comunhão com ele.
Mas de que maneira podemos alcançar essa permanente felicidade de alma? Como aprender a ter prazer em Deus? Como chegaremos a uma plena satisfação de alma em Deus a tal ponto de sermos capazes de abrir mão das coisas deste mundo como vãs e sem valor em comparação com o que temos nele? Eu respondo, essa felicidade pode ser obtida através do estudo das Sagradas Escrituras. Por meio delas, Deus tem se revelado a nós na face de Jesus Cristo.
Nas Escrituras, pelo poder do Espírito Santo, ele se manifesta ao nosso homem interior. Lembre-se, não é o Deus de nossos pensamentos ou de nossas imaginações que precisamos conhecer, mas o Deus da Bíblia, nosso Pai, que deu Jesus, seu Filho bendito, para morrer por nós. É esse Deus que devemos procurar conhecer intimamente, de acordo com a revelação que deu de si mesmo em sua tão preciosa Palavra.
A maneira como estudamos essa Palavra é uma questão da mais profunda importância. A parte mais cedo do dia que nos for disponível deve ser dedicada à meditação nas Escrituras. Devemos alimentar nosso homem interior na Palavra. Devemos lê-la – não para os outros, mas para nós mesmos. Todas as promessas, os encorajamentos, as advertências, as exortações, as repreensões devem ser recebidas diretamente no nosso coração.
De maneira especial, tomemos o cuidado de não negligenciar porção alguma da Bíblia. Ela deveria ser lida do princípio ao fim regularmente. Ler partes favoritas da Bíblia – e deixar outras de lado – é um hábito que deve ser evitado. Porém, mesmo a leitura completa da Bíblia não é suficiente. Precisamos buscar o conhecimento íntimo e experimental daquele que é revelado pelas Escrituras, o bendito Jesus que se entregou para morrer em nosso lugar. Oh, que satisfação verdadeira e duradoura nossa alma encontra nele!
Agir na Luz que Recebemos
Outro ponto precisa ser especialmente observado: a importância de se esforçar sempre para colocar em prática aquilo que aprendemos. Devemos procurar agir de acordo com a luz que já recebemos e, então, certamente mais nos será dado. Se deixarmos de fazer isso, nossa luz se tornará escuridão.
É da mais urgente importância que andemos com coração sincero, honesto e correto diante do Senhor. Se algum mal é praticado ou abrigado e tolerado, o canal de comunicação entre nós e Deus será cortado (temporariamente). É muito importante que nos lembremos disso. Enfermidades e fraquezas farão parte de nossa vida enquanto permanecermos no corpo, mas isso é diferente de voluntariamente permitirmos o mal. Eu preciso ser capaz de olhar para a face do meu Pai Celestial, com coração verdadeiro, honesto e íntegro, e dizer, “Aqui estou, bendito Senhor; faze comigo conforme tu queres”.
Depois, lembremo-nos que somos mordomos de Deus. Nosso tempo, nossa riqueza, nossos talentos, tudo que temos é dele e dele somente. Procuremos nos lembrar disso e aplicá-lo na prática, e como será feliz então nossa vida cristã! É um princípio divino: "Ao que tem [mais] se lhe dará" (veja Mt 13.12; Mc 4.25; Lc 8.18; 19.26). Quanto mais nos empenharmos em aplicar bem aquilo que nos foi confiado, mais nos será concedido. Seremos usados pelo Senhor e nos tornaremos cada vez mais felizes em seu serviço tão abençoado. Temos apenas uma vida – uma breve vida. Busquemos com coração renovado consagrar esta única vida totalmente ao Senhor – com o propósito de viver dia após dia para Deus e para servi-lo com corpo, alma e espírito – que pertencem a ele!
Com o passar dos anos, cuidemos para que nosso poder espiritual não diminua, mas que haja um aumento de energia e vigor espiritual, de forma que nossos últimos dias sejam os melhores. A santa fé que nos foi dada não consiste em falar. Realidade, realidade, realidade é o que queremos! Que toda nossa atividade seja de coração. Sejamos genuínos. As pessoas do mundo devem ser compelidas a dizer de nós: “Se existe de fato um cristão verdadeiro, lá está um”.
Deus Revelado nas Escrituras

Voltando às Escrituras, podemos conhecer nelas, por meio do ensinamento do Espírito Santo, o caráter de Deus. Nossos olhos são abertos sobrenaturalmente para ver como Deus é amoroso! E esse bom, gracioso e amoroso Pai celestial é nosso pai, nossa porção para o tempo presente e para a eternidade. E é à bendita imagem e semelhança do Senhor Jesus, aquele que se entregou por nós, que seremos transformados. Servi-lo deve ser nossa maior alegria e privilégio enquanto permanecermos na Terra.
Quando provações e aflições vierem, quando nos parecer que Deus não é a Pessoa amável, bondosa e graciosa apresentada a nós em sua Palavra, devemos murmurar e nos desesperar? Ah, não! Amado em Cristo, confiemos em nosso Pai celeste. Como crianças pequenas, dependamos inteiramente dele, repousando na doce segurança de seu eterno e imutável amor. Lembremos como ele agiu com os santos do passado, como tratava com eles. Lembremos o que é registrado a respeito de suas histórias, pois agora Deus certamente agirá, como sempre agiu, de acordo com sua Palavra. Esse conhecimento íntimo e experimental de Deus nos tornará verdadeiramente felizes. Nada mais o fará. Se não somos cristãos felizes, há algo errado. A culpa é nossa e somente nossa.
Em Deus nosso Pai e no bendito Senhor Jesus, nossas almas têm um rico, divino, imperecível e eterno tesouro. Tomemos posse, na prática, dessas verdadeiras riquezas. Que os dias que nos restam, na nossa peregrinação terrena, sejam gastos em consagração crescente, devota e intensa de nossas almas a Deus.
George Müller, 1805-1898, foi um gigante da fé; é conhecido pelos orfanatos na Inglaterra que iniciou e que foram mantidos pela oração, sem pedir ofertas a ninguém.


Fonte: O Arauto da Sua Vinda, Ano 26 nº 5 - Setembro/Outubro 2008



sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Chamado missionário? Dúvidas?? (2)


Qualidades básicas do missionário:

Aquilo que somos é mais importante do que aquilo que falamos ou fazemos. Deus procura um relacionamento mútuo de amor com seus filhos redimidos. E é nossa maneira de ser, de relacionar-nos com as pessoas que tornará nossa mensagem aceitável ou não às pessoas. Por isso a qualificação essencial é que sejamos marcados pela presença de Jesus em nossas vidas, que as pessoas reconheçam em nós o seu amor, sua graça, sua verdade.

Para que isso aconteça precisamos andar com Ele, estar como Ele, como foi o caso dos primeiros discípulos. Permitir que sua vida cresça em nós, que comecemos a ver o mundo e as pessoas com os olhos compassivos e justos dele. A Bíblia tem pouco a dizer sobre métodos missionários e muita ênfase na intimidade com Deus. Que Deus nos dê esse coração de procurar desenvolver a intimidade com Ele, muito mais do que a eficiência ou a quantidade de nossas obras feitas para ele (Mc 3:13-15; Jo 4:23; Ex 33 e 34:1-9). Moisés não aceitou a oferta da terra, e de um anjo poderoso como guia protetor – recusou-se a dar mais um só passo se Deus não estivesse pessoalmente com eles. E quanto mais intimidade alcançou, mais cresceu o seu desejo de uma intimidade mais profunda. Se não desejamos aprofundar a intimidade com Deus é porque ainda sabemos muito sobre Deus, mas conhecemos pouco a Ele.

O Treinamento Missionário

Quando Deus me convenceu de que eu tinha um chamado para o ministério transcultural, através de todo um processo, eu pedi: “Senhor, dê-me a oportunidade de receber uma boa formação”. Naquela época (l979) ainda havia poucas opções no Brasil, e comecei a fazer pesquisas, e fiquei convencida que o All Nations Christian College seria o lugar indicado. Quase todos os alunos (de todos os continentes) são profissionais, e todos os professores tem 5 anos ou mais de experiência em ministério transcultural. Realmente foi uma experiência muito rica, que me deu não apenas uma boa base bíblico-teológica, mas um excelente preparo para servir e trabalhar num contexto transcultural. Como isso me valeu no campo, em Angola e Moçambique! Não vou dizer que não cometi erros ou enganos, mas eu tinha uma boa base até para superá-los através do diálogo, e para procurar sempre entender e valorizar uma cultura diferente da minha.

Na Angola eu convivi com meus amigos missionários brasileiros, a maioria dos quais tinha uma boa formação bíblico-teológica, mas faltava qualquer preparo transcultural. Sofriam muito, desnecessariamente, porque não tinham sido preparados para esse confronto e integração a uma cultura diferente. Alguns cometeram erros graves por essa falta de preparo. Fiquei convencida do quanto é indispensável um treinamento apropriado, e fiz o meu mestrado com esse objetivo, de me tornar um instrumento nas mãos de Deus para contribuir com o preparo de outros missionários brasileiros. E é o que estou fazendo em Viçosa, no CEM, nos últimos 4 anos, depois de 10 anos de experiência abençoada no campo.

Percebo que muitos vocacionados tem pressa demais, e sempre procuro mostrar a importância de um bom preparo, que dá muito mais fruto a médio e longo prazo. Esse preparo inclui uma boa base bíblico-teológica, matérias missiológicas (vida missionária, contextualização, antropologia cultural, teologia bíblica de missão, fenomenologia da religião e outras); e uma boa base de experiência prática – ministério na igreja local, ministério com comunidades carentes, ministério transcultural (em tribos, grupos étnicos minoritários, ou outros países latinos): além de um preparo na vida devocional e na batalha espiritual, um bom conhecimento pelo menos do inglês, e muitas vezes de outra(s) língua(s).

O preparo não é algo diferente da própria vida missionária, o preparo já é vida missionária. Se os queridos vocacionados e suas igrejas compreenderem isso, vai ser uma grande ajuda.

Por: Antonia Leonora van der Meer


Chamado Missionário? Dúvidas??? (1)


Algumas sugestões para o preparo pré-campo.

Ter um chamado missionário é um grande privilégio, e na vida de muitas pessoas começa como uma grande paixão. Querem ir e querem ir já, porque há tantos que se perdem. Estudar muito seria uma perda de tempo.

Eu estou totalmente convencida do contrário. A tarefa é urgente sim, mas isso não significa que devemos ser imediatistas, nem que Deus tenha pressa. Deus se preocupa muito em preparar seu servo da melhor maneira para que se torne instrumento de bênção na hora própria.

A Necessidade de Confirmar a convicção da Vocação.

Não existe chamado a Cristo para a salvação, nem chamado para o discipulado, para o serviço, para a renúncia por amor a Cristo, mas sim uma resposta grata ao Senhor que sendo rico, santo, glorioso, por amor de nós se fez pobre, vulnerável, pecado. Nesse sentido, o missionário não é diferente de qualquer outro cristão. O Espírito Santo foi dado à igreja, e a todo cristão verdadeiro para nos fazer testemunhas de Jesus Cristo (At 1:8). O que há então de especial no chamado missionário? Como posso saber se eu fui chamado, se a outra pessoa foi chamada?

Até certo ponto se trata de uma experiência subjetiva, no sentido de ser intensamente pessoal, e íntima. Por outro lado precisa de confirmação objetiva, deve haver outros que reconheçam e apoiem esse chamado.

Como a Bíblia nos ajuda para saber se tenho chamado, e para onde ou o quê Deus está me chamando?

Em primeiro lugar mostra que não há 2 chamados iguais, cada pessoa foi chamada de uma maneira especial, mas todos os chamados de Deus eram reconhecíveis e até certo ponto reconhecidos pelos fiéis e obedientes:

  • Abraão foi chamado a abandonar sua família e terra e a peregrinar em terra desconhecida.
  • Moisés foi chamado quando não mais o desejava, e quando se sentia menos capacitado e apesar de ter sido rejeitado pelo povo quando tentou ajudar.
  • Davi, quando não pensava em nada além de sua tarefa de cuidar das ovelhas do pai;
  • Samuel, quando era menino pequeno, consagrado pela mãe;
  • Jeremias, como jovem sensível e tímido;
  • Isaías, como pessoa marcada pela visão da glória de Deus;
  • Neemias, porque foi sensibilizado com o sofrimento do seu povo, foi chamado a deixar o luxo e conforto da corte e a se identificar com um povo que vivia em circunstâncias simples, difíceis, e muita insegurança;
  • Amós foi tirado de sua labuta no campo para levar a palavra de Deus ao reino do Norte que vivia em plena rebelião contra o Senhor, adorando falsos deuses e cometendo todo o tipo de injustiças sociais;
  • Jonas, que não tinha o menor interesse na salvação dos assírios, foi enviado e usado por Deus para salvar a cidade que quer ver destruída;
  • Pedro, quando reconheceu ser um pecador indigno, e Deus foi quebrando sua inconstância e seus preconceitos e tornando-o um instrumento para a salvação de muitos;
  • Mateus, trabalhando na desprezada coletoria;
  • Paulo, em plena tarefa de perseguir a igreja… Paulo o judeu extremamente zeloso e defensor das suas tradições tornou-se o instrumento de Deus para escancarar a porta da salvação para os gentios.

O que havia em comum é que uma vez chamados, esses homens de Deus não podiam se calar, e continuar seus caminho como se nada tivesse havido.

Nem todo o chamado é para missões transculturais, mas toda igreja deve comprometer-se com essa tarefa que Jesus lhe transmitiu. Isso faz parte da própria natureza e propósito básico da Igreja. E toda pessoa chamada deve ter o apoio e a confirmação da sua igreja, de líderes cristãos amadurecidos. Caso sua igreja local não tenha ainda visão missionária, você pode ser um instrumento para despertá-la e haverá outros “pais na fé” que reconhecerão o seu chamado. (Veja o caso de Barnabé, enviado pela igreja de Jerusalém; e Paulo e Barnabé, enviados pela igreja de Antioquia).

Uma pessoa chamada por Deus não vive em paz enquanto não obedece a esse chamado, e sentirá alegria e satisfação na obediência, recebendo o amor e a compaixão de Deus pelo povo a quem deve servir. Estará disposta a abrir mão de vários projetos/ambições pessoais para colocar a obediência ao chamado em primeiro lugar. Isso não significa que imediatamente seus problemas, suas fraquezas e ambições serão eliminadas. Como todos os demais cristãos ele também é muito influenciado pela sua cultura e contexto, e precisará de muita graça e muita paciência de Deus, além de um bom treinamento apropriado, para aprender a desenvolver as atitudes mais próprias (veja o caso da preparação de Pedro para sua visita a Cornélio).

O chamado para servir a Deus através da nossa profissão é tão válido e espiritual quanto o de deslocar-se a outras terras. Enquanto há cidades com excesso de profissionais no Brasil, há outros lugares com grande carência. Porque não nos oferecemos a ir aos interiores carentes de nossa terra? Ou para servir aos menores carentes ou outros grupos marginalizados nas grandes cidades?

Algumas correntes de pensamento dizem que o importante é saber para qual ministério você foi chamado, você precisa verificar seus dons, seu treinamento, etc. e então definir onde poderá melhor servir. Tem muito de verdade nisso. Nem toda a pessoa tem as qualificações e dons apropriadas para todo o tipo de ministério, Deus deu capacidades diferenciadas para os membros do corpo. E normalmente um chamado missionário não é para começar a fazer aquilo que nunca fiz, mas para fazer aquilo que já estou fazendo em outro contexto específico. Por outro lado, há um perigo de ser muito rígido nessa concepção, de chegar ao campo e de não estar disposto, disponível para fazer aquilo que é necessário, que se espera de nós, porque somos especialistas em nossa própria área. Uma das qualificações importantes para o campo é a flexibilidade. Ouvi uma vez um missionário dizer que precisavam de mais “generais” no campo, i.e. pessoas dispostas a servir em “generalidades”.
Outros enfatizam muito a questão do local do chamado. O missionário em treinamento deve saber para onde foi chamado, se não o souber negam que haja chamado. Alguns mentalizam um lugar porque não agüentam a pressão de ser alguém que não sabe; outros sofrem agonias tentando saber, decidir. Eu creio que em muitos casos Deus dirige o vocacionado para um determinado lugar, mas essa direção vem na hora que Ele achar conveniente. O importante é estar disponível, e andar de acordo com a luz que já recebemos. E buscar informações sobre campos, agências, possibilidades e necessidades, num processo de oração e confiança. Na hora certa o missionário poderá tomar sua decisão com toda a confiança.
Porque essa convicção é tão importante? Porque sem ela é muito fácil desanimar ou desistir no meio do caminho, mas quando temos uma forte e profunda convicção de chamado teremos mais disposição a resistir, com a ajuda e a graça de Deus.


Antonia Leonora van der Meer

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

A Intimidade e o Sinal Amarelo


Conversando com uma amiga do Ceará que morou em outro estado por algum tempo, ela me contou que o jeito cearense de ser amigo lhe causou certos problemas por lá. “Cearense perde o amigo mas não perde a piada”, dizemos por aqui, e em alguns casos pode se tornar mais que um simples provérbio ilustrativo do nosso humor irreverente.

Não só aqui, mas, eu creio, em muitas partes do país, temos a mania de tratar as pessoas próximas "muito mal". Isso acontece em casa, na igreja, no trabalho e na roda de amigos. Certos adjetivos, invocações, expressões, brincadeiras e comportamentos que temos com pessoas íntimas não são recomendáveis para com todas as pessoas, e podem levar a mal-entendidos e causar sérios problemas.

Intimidades trazem certas “licenças”, licença para criticar, ofender e falar verdades de forma não utilizáveis com os de fora do grupo. E o hábito de tratar as pessoas assim, diariamente, amortece nossa sensibilidade quanto ao impacto de nosso comportamento. É aí que mora o perigo.

É comum vermos pessoas no âmbito familiar adocicando seu cotidiano com mimos como "Sai do meio, seu abestado! Não está vendo que eu quero passar, não?". Ou então um "Essa lesada aí fechou a porta do carro no dedo e ficou chorando! Hahahaha!"... Ou "Ei, palhaço, vem aqui ligeiro!"

Normalmente tais brincadeiras entre amigos, além de não constituírem ofensas ou mágoas, principalmente quando ditas e percebidas em tom de brincadeira, ainda são retribuídas carinhosamente, às vezes com risadas de cumplicidade.

Pois bem, aquela amiga de que falei disse a alguém por quem ela nutria muita consideração “Deixa de ser besta!” Resultado: ela foi mal-interpretada, a interlocutora ficou magoada e ela quedou muito triste com a situação (porque a pessoa não entendeu que ela não queria ofendê-la).

No trabalho, um colega que costumava trocar vocativos atípicos comigo (era costume do local) me chamou de “safado” na frente de uma funcionária novata, e ela se espantou (a gente se tratava por “safado”). Ela reagiu bruscamente, afastando-se com a mão no peito e cara de choque, como se pensasse que ali começaria uma briga entre nós. Quando ela viu que percebemos a reação dela, e que era brincadeira nossa, todos caímos na gargalhada. Nem sempre você tem licença de ser amigo demais na frente dos outros – por mais que seja – e foi até bom que isso acontecesse para aprendermos uma lição e termos mais cuidado com os tratamentos.

Entre amigos também existem as gírias do grupo, que eu tento combater no meu linguajar e confesso ser difícil demais. Alguns amigos e amigas meus, por exemplo, se tratam por “Ei, macaco!” – isso me chocava. Hoje não me choca mais porque eu já sou um “macaco”. Mas não soa estranho para quem nunca ouviu?

Antes me diziam que eu era “formal demais”, mas com o tempo eu acho que exagerei pro outro lado, passando a chamar todo mundo de “bicho”. Só percebi isso quando orei um dia, revoltado, e desabafei com Deus usando essa terna e respeitosa fórmula de tratamento para ele. Enfim, isto é uma vergonha!

Ok, ok. Intimidade demais e mal-costume reiterado trazem consigo a necessidade de estarmos alertas a como estamos tratando as pessoas, e como estamos tratando Deus. Talvez a gente nem pense nisso muito, mas deveria.

Excessos de “intimidade” nos relacionamentos podem levar a sérias e chocantes consequências para quem está à nossa volta, que observa o nosso comportamento e espera de nós um procedimento, no mínimo, decente. E o que isso tem a ver com cristianismo? Tudo.

Por Avelar Jr

Culto, uma oportunidade de comunhão!!

Por Pr. Almir Marcolino
No blog Meditações de um Peregrino.


No Salmo 122 o peregrino celebra a oportunidade de cultuar a Deus em Jerusalém, o centro do culto do crente na Antiga Aliança. Sua alegria começou no momento em que foi convidado para ir à Casa do Senhor, o templo que estava em Sião. Aquela alegria que inicialmente o atraiu é lembrada agora, depois que chegou, e faz com que ele esqueça os perigos, desconfortos e cansaço da viagem. Estava diante da recompensa, e dizia: valeu a pena!


Isto porque seus pés estavam agora firmes dentro dos muros da cidade que Deus havia escolhido como símbolo da Sua morada. O valor da cidade estava naquilo que ela significava, na função que Deus LHE designara. É isso que o peregrino canta na segunda parte do salmo.


A cidade foi edificada para ser um centro de comunhão. Esta idéia aparece no verso três, e tem sido traduzida como “compacta” ou “bem sólida”. Na língua original dois termos são usados. Um expressa a idéia de “ajuntado”, “reunido”, “em comunhão”, o outro de “estar unido”. A versão grega traduziu com um termo que indica sociedade, companheirismo, participação compartilhada. Jerusalém foi construída para ser um local de unidade e comunhão do povo de Deus, era o centro onde a comunidade se reunia e manifestava sua unidade. Esta união não quer dizer uniformidade, pois eram doze tribos que subiam. Havia uma diversidade. Cada tribo era uma tribo distinta. O que as unia era o fato de serem do SENHOR (verso 4).


[Imagem: Changeman. Eles são toscos, têm uma indumentária de malha cafona, não foram paquitas e quase ninguém mais sabe quem são, mas eles têm uma lição a ser seguida pela igreja: apesar de viverem lutando, não lutam entre si e sempre vencem no final. E apanham muito sozinhos mas sabem que unidos são mais fortes (porque a bazuca só aparece se eles juntarem as armas, e o robô gigante só aparece se eles juntarem os veículos). O protestantismo parece ser exatamente o oposto mas não é - apesar de ter alguns toscos que juram que são os donos da "bazuca", do "robô gigante" e que vão vencer sozinhos... Mas eu já li o "script" todo e sei que o final não vai ser assim.* ]


Um dia Deus vai restaurar a Jerusalém terrestre como local de adoração e comunhão de Seu povo (Is 2.3). Mas, hoje nossa comunhão se manifesta na Igreja, o templo que Deus está construindo na atual dispensação (Ef 2.19-22; 4.16). É na reunião com outros irmãos que celebramos a nova aliança (1 Co 11.25,33), que cultuamos nosso Deus com alegria (Ef 5.19; Cl 3.16).


Este culto deve ser momento de comunhão, não apenas com Deus, mas também uns com os outros. Na Igreja, pessoas diferentes foram unidas num corpo (1 Co 12.13). Apesar das diferenças elas têm muito em comum (Ef 4.4-6). Só que esta unidade demanda esforço, ela não ocorre automaticamente (Ef 4.3). A alegria é completada através da unidade (Fp 2.1-4).


A igreja primitiva manifestava esta unidade. Perseveravam juntos, conheciam as necessidades uns dos outros, ajudavam-se mutuamente, compartilhavam refeições, e participavam de momentos alegres em união (At 2.42, 44,46).


Em muitas igrejas isto não ocorre. As pessoas chegam para o culto já em cima da hora, ou até atrasados, participam dos cânticos, escutam a mensagem, doam suas ofertas, e saem correndo para casa, para suas atividades individuais. Não há interesse em conhecer os outros adoradores, desejo de saber de suas alegrias e tristezas, de compartilhar de suas necessidades, de se prontificar para ajudar os que precisam.


Algumas vezes a idéia demonstrada é mais de pessoas que vão a um mesmo cinema assistir o mesmo filme, no mesmo horário, do que de adoradores que vão manter comunhão com Deus e uns com os outros. Não podemos falar de nossas igrejas como um grupo compacto, sólido e unido.


Da mesma maneira que Israel testemunha ter um só Deus através da adoração num só lugar, nós testemunhamos que Deus enviou Jesus através da unidade (Jo 17.21), testificamos que somos seguidores de Jesus através do amor uns para com os outros (Jo 13.35), manifestamos que passamos da morte para a vida ao amar os irmãos (1 Jo 3.14).


Note quantos mandamentos no Novo Testamento são acompanhados da expressão uns aos outros, e conclua que o cristianismo é coletivo, comunitário, e não uma espiritualidade individualista. Quando for ao culto procure adorar também através da comunhão. Assim, o ir a casa do SENHOR será motivo de alegria para você e para Deus. Pois, Hebreus 13.16 diz Não negligencieis, igualmente, a prática do bem e a mútua cooperação (comunhão) ; pois, com tais sacrifícios, Deus se compraz.

* Legenda da foto por Avelar Jr.

Uma questão de Perspectiva!


As impressões formam imagens, que por sua vez transformam em idéias fixas, que dão à luz os preconceitos. Anthony DeMello disse: "Se você é preconceituoso, enxergará determminada pessoa pela óptica de seu preconceito. Em outras palavras, deixará de enxergar a pessoa como pessoa". O fariseu interior gasta a maior parte do tempo reagindo a rótulos, seus e dos outros.

Conta-se a história do homem que foi até o sacerdote e disse:
_ Pastor, queria que o senhor fizesse um culto para meu cachorro.
O Sacerdote ficou irritado:
_ Como assim... um culto para seu cachorro?
_ Era meu cãozinho de estimação _ disse o homem. _ Eu amava muito aquele cão, e gostaria que o senhor oferecesse um culto para ele.
_ Aqui não oferecemos culto para cães _ disse o sacerdote. _ Você pode tentar na outra denominação, mais adiante nesta rua. Pergunte a eles se podem realizar uma missa para você.
Enquanto saía, o homem disse ao sacerdote:
_ Eu amava mesmo aquele cachorro. E estava até planejando doar um milhão de reais para o culto.
Então o sacerdote disse:
_ Espere aí!! Você não tinha me dito que seu cãozinho era crente.

Eu o exorto solenemente,
diante de Deus, de Cristo Jesus e dos anjos eleitos,
a que procure observar essas instruções
sem parcialidade; e não faça nada por favoritismo.
1 Timóteo 5.21

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Retire a Máscara!!


Creio que Jesus chama a todos nós para abandonar o desejo de parecer bons, para abrir mão da aparência de bons, de modo que possamos escutar a Palavra dentro de nós e agir no ministério de quem somos. Quando nos preocupamos em projetar a imagem perfeita, a de um cristão-modelo que edifica os outros com suas virtudes, ficamos muito preocupados com nós mesmos, adquirindo um comportamento de pedestal, escravisando-nos ao respeito humano. Como afirmou Larry Hein, parafraseando Tao Te Ching, "Pare de tentar se parecer como um santo. Será bem melhor para todo mundo."

Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus,
que, embora sendo Deus,
não considerou que o ser igual a Deus
era algo que devia apegar-se;
mas evaziou-se a si mesmo,
vindo a ser servo,
tornando-se
semelhante aos homens.
Filipenses 2.5-7

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Site localiza capítulos da Bíblia geograficamente


O site “BibleMap.org” é o primeiro a localizar todos os capítulos da Bíblia geograficamente.

Basta digitar o capítulo desejado e, através de um aplicativo do Google Maps, ele identificará a exata localização em que se passou a história, além de disponibilizar o capítulo em inglês.

A página foi desenvolvida por funcionários do “HeLives.com”, um site religioso. Segundo a descrição do “BibleMap”, “[...]a motivação para criar o site foi simples: criar um ‘atlas’ gratuito da Bíblia com o Google Maps. Nós esperamos que a página seja uma benção para você e o ajude a deixar o livro da Bíblia mais vivo em sua vida”.

Fonte: POP News/O Verbo