sexta-feira, 18 de março de 2011

PRAZER TURCO

A tua lei é todo o meu prazer! salmo 119.174

No livro de C.S. Lewis, O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, a Feiticeira Branca precisou saber somente uma coisa a resoeito de Edmundo, para que ele traísse seus irmãos. Ao fazer-lhe algumas perguntas simples, a bruxa descobriu que a fraqueza de Edmundo era a sua preferência por um doce macio, cortado em quadrados, chamado Prazer Turco. Opedaço que ela deu a Edmundofoimais delicioso do que tudo que ele experimentara. Logo Edmundo só conseguia pensar em "tentar engolir tantos quadrados do doce quanto possível, e quanto mais comia, tanto mais desejava".

Cada um de nós tem uma vulnerabilidade como a de Edmundo,e Satanás está ansioso por explorá-la.Pode ser algum vício como drogas ou álcool, ou pode ser algo aparentemente inofensivo e talvez até algo bom como comida, amizades ou trabalho.

Depois da Sua ressurreição, Jesus fez uma pergunta pessoal e analítica a Pedro: "Simão, filho de João,amas-me mais do que estes outros?" (joão 21.15). Muitos têm levantado especulações para saber oque Jesus quis dizer com as palavras "estes outros", mas talvez é melhor nem sabê-lo. Isto permite a cada um de nós personalizar a pergunta e indagar a nós mesmos: "O que eu amo mais do que a Jesus?"

Quando Satanás descobre o que amamos mais do que a Deus,ele sabe como nos manipular. Mas eleperde o seu poder sobre nós quando nosso prazer está no SENHOR!!

DEUS TEM PRAZER EM NÓS; COMO PODEMOS FAZER OUTRA COISA,A NÃO SER TER PRAZER NELE?

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Ainda que...nada serei!



What do you got if you ain't got love?

Há mais de dois mil anos atrás, um tal de Paulo escreveu uma poesia sobre o amor e desde então essa poesia tem inspirado milhares de outras poesias sobre isso. A música “What do you got”, de Bon Jovi, que me inspirou a escrever esse post, segue esse curso. A razão para tal sucesso parece óbvia: a poesia de Paulo não fala de qualquer amor (como o que diz: “amo correr” ou “amo meu carro”), nem tampouco de nossos amores-necessidade (C. S. Lewis) tipicamente humanos; ele fala sobre ágape, o amor divino, e pontua características próprias e vivas desse amor.


Apesar de ser poético, o texto de Paulo é direto, vai à veia do que o amor é na prática; consegue construir uma bela visão, sem deixar de ser realista, admitindo que, embora o amor seja tudo, fora de Deus não é possível vivê-lo em seu mais sublime sentido, e, mesmo que busquemos esse “vínculo da perfeição”, como diz João, ainda assim, continuaremos vendo “um reflexo obscuro, como em espelho”. Ou seja, perseguir o amor verdadeiro é uma vocação interminável, humanamente falando. Podemos encontrar relances do ágape, mas só seremos plenos nele quando Deus for tudo em todos. Até lá...

Bem, até lá, só sei de uma coisa: eu preciso tentar viver esse negócio como sendo o sentido maior de minha existência, como se o ar que eu preciso para respirar me faltasse caso eu... não tivesse amor! Embora ele não me falte, é como se faltasse. Por exemplo: eu não perco meu emprego porque eu não amo, mas é como se perdesse; meu casamento não necessariamente termina se não tiver amor, mas, assim sendo, na prática ele já terminou há muito tempo; minha conta bancária não terá maiores nem menores dividendos porque eu amo, mas existencialmente, sem amor, me sentirei como o mais pobre entre os homens; eu posso falar de amor sem ter amor; posso saber muito sobre Deus, sem tê-lo ao menos experimentado em amor algum dia. E o que eu tenho? O que me resta? Sem amor, nada, só o vazio!

Sei lá, parece que Paulo estava muito certo quando escreveu 1Coríntios 13, você não acha? Quer dizer, essa parada de amar é séria. Amar ou não amar parece não ser uma questão, assim como viver ou não fora d’água não é uma questão para o peixe. Quando nos conscientizamos mesmo disso – e talvez levemos muito tempo ou pouco tempo, tenhamos de apanhar muito ou pouco da vida, pra aprender isso – então, falar de amor se torna algo “fora de moda”; afinal, não é preciso falar muito quando se vive, concorda?

Como observou Zygmunt Bauman: “O amor não se reconhece nas palavras”. Ou ainda, como assertivamente disse Jonathan Rutherford: “O amor oscila na beira do desconhecido além do qual fica quase impossível falar. Ele nos leva para além das palavras. Quando pressionados a falar sobre o amor, procuramos atrapalhadamente pelas palavras, mas as palavras curvam-se, dobram-se, desaparecem”.

É meio que um incômodo esse negócio, e não poderia ser diferente: falar de amor é muito estranho! Até porque, eu não sei se conseguirei colocar isso em prática tanto quanto agora me sinto constrangido e motivado a falar a respeito. Mas acho que aí está a graça da coisa, não? Não saber nos tira do controle, uma vez que o amor não tem nada a ver com controle, tem a ver com vulnerabilidade e incerteza. Amar, diria Bauman, significa estar e permanecer num estado de permanente incerteza. Então, é bom falar de vez em quando. Só que melhor, bem melhor, é viver...


Jonathan

Conhecendo Deus

Abraham Lincoln afirmou: “Eu entendo que um homem possa olhar para baixo, para a terra, e ser um ateu; mas não posso conceber que ele olhe para os céus e diga que não existe Deus”. Não basta admitir a existência de Deus. Precisamos conhecê-lo, pois “o fim de todo o saber é conhecer a Deus, e, além desse conhecimento, amá-lo e imitá-lo”. Karl Barth afirmou: “É natural que o conhecimento que o homem pode ter de Deus seja limitado, porque, sendo Deus infinito, não pode enquadrar-se nos limites da mente humana, finita”. Todavia, a fim de ajudá-lo a conhecê-lo, deixe-me destacar alguns aspectos de Deus:

O primeiro aspecto de Deus é sensibilidade! Deus se apresenta na Bíblia como uma mãe sensível às necessidades do seu filho. Em Isaias 66.13 Deus afirma: ”Como a alguém que sua mãe consola, assim eu vos consolarei...”. Deus é tão sensível com seus filhos que Ele os consola como uma mãe faz.

O segundo aspecto de Deus é atenção! Em Isaías 49.15 Deus questiona: "Será que uma mãe pode esquecer do seu bebê que ainda mama e não ter compaixão do filho que gerou? Embora ela possa se esquecer, eu não me esquecerei de você!”. Deus é atencioso, não nos esquecendo de nós e de nossas dores e lutas diárias.

O terceiro aspecto de Deus é cuidado! Deus cuida de cada um dos seus servos, como um pastor cuida das suas ovelhas. A Bíblia afirma: “O Senhor é o meu pastor; de nada terei falta” (Salmos 23). Se analisarmos este salmo, veremos que Deus é cuidadoso em nos alimentar, dar descanso, prover encorajamento, efetuar correção, dar restauração e preparar vitórias sobre os nossos adversários.

O quarto aspecto de Deus é lealdade! Deus não reparte com mais ninguém o que abrimos com Ele. A Bíblia afirma em Mateus 6.6: “Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai, que vê o que está oculto; e teu Pai, que vê o que está oculto, te recompensará”. Veja, Ele nos ouve no secreto e o que foi dito no secreto fica no secreto. A lealdade de Deus nos satisfaz a cada manhã e enche os nossos dias de felicidade (salmos 90.14).

O quinto aspecto de Deus é justiça! Deus é um juiz justo (Salmos 7.11). Ele não deixará que a injustiça sobre seus servos prevaleça! Ele sempre se levanta na defesa dos seus. Ele prepara um banquete para aqueles que o servem, onde os seus inimigos o podem ver. Ele os recebe como convidados de honra e faz o cálice destes transbordarem (Salmos 23.5).


Que a nossa atitude seja esta: “Conheçamos o Senhor; esforcemo-nos por conhecê-lo. Tão certo como nasce o sol, ele aparecerá; virá para nós como as chuvas de inverno, como as chuvas de primavera que regam a terra''. Oséias 6.3 NVI.

Pastor J. Jacó Vieira

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Caminho seguro




"... guia-me mansamente a águas tranquilas" (Salmos 23:2).

A noite estava escura e tempestuosa. Uma senhora estava em um barco que cruzava o Lago Michigan. Por causa da chuva forte, dos raios e trovões, ela se sentia muito nervosa. Com muito medo, ao ver as muitas pontas de pedras que sobressaiam na superfície do lago, ela perguntou ao capitão: "Você sabe onde estão todas as pedras do lago?" "Não", respondeu o capitão, "eu não sei. Mas eu conheço o caminho seguro".
Enquanto "navegamos" pelos mares da vida, encontramos muitas "pedras". Algumas nós sabemos como evitar e outras, não. Por isso, é possível que sejamos apanhados de surpresa. O importante, portanto, é que saibamos "onde está o caminho seguro".

Muitas vezes julgamos que somos capazes de encontrar, sozinhos, a segurança de que tanto necessitamos. Escolhemos uma direção e seguimos em frente. Não aceitamos a opinião de ninguém e, quase sempre, só percebemos o erro quando não suportamos mais as angústias e aflições.

Outras vezes nos deixamos envolver pelas pedras. Sofremos, murmuramos, questionamos a existência de cada uma delas, maldizemos as lutas e os problemas, mas, não procuramos encontrar o caminho tranquilo e seguro. Reclamamos das pedras e não nos afastamos delas.

Quando tomamos a decisão de "velejar" apenas por caminhos seguros, tudo é diferente. Vivemos em paz e alegria, em júbilo e felicidade. Sabemos onde estamos e para onde estamos indo. Sabemos que as pedras existem, porém, estamos longe delas e elas estão longe de nós.

Jesus conhece o caminho seguro e você só precisa segui-lo.


Paulo Roberto Barbosa. Um cego na Internet!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Sem motivos para amar?

Existe amor que dure a vida toda, que a tudo perdoe e não se desanime? Existe amor que se renova todos os dias porque tudo sofre, tudo espera, tudo crê?
Minha ingênua e sincera fé diz que sim, mas muitas vezes [às vezes a maioria das vezes] o meu coração/razão/vontade não encontra tal amor... ou, se ele está lá... se cansa de tentar procurá-lo e fazer reviver um sentimento assim. Não por falta de forças ou de coragem, mas por falta de motivos.

Onde encontrar motivos para amar, então? É possível encontrá-los quando já não queremos ou temos medo de nos machucarmos de novo?

Talvez as perguntas estejam sendo feitas da maneira errada, mas não sem verdade existencial... Todo mundo procura por estes motivos de vez em quando... Eu gostaria que minha resposta fosse tão simples quanto procurar no “Google”, mas eu não tenho boas notícias sobre encontrar motivos para amar, geralmente nunca se acha um bom motivo para se fazer isto. É mais fácil não ter motivo para amar. Recusar-se a amar e trancafiar-se solitariamente dentro de uma torre alta ou mosteiro celibatário talvez seja a solução menos dolorosa.

Não amar evitaria comprometer o amor e a vida de mais algum inocente, quando, por exemplo, duas pessoas se amam e se deixam ser amadas, mas logo no início de suas caminhadas descobrem que é perigoso demais abrir o coração não só ao amor, mas às frustrações e confrontos que a vida a dois sempre causa. Ou, quem sabe, depois de muitos anos de caminhada juntos, descobrem que o motivo para se amar acabou faz tempo ou nunca, de fato, existiu. Donzelas amáveis e príncipes heróis encantados, cavalos brancos e o salvamento da princesa da torre são divertidos e empolgantes nas primeiras vezes, mas se torna enfadonho ter que se trancar na torre de novo para se proteger de uma dor ou de escalá-la perigosamente a fim de encontrar aventuras e motivações para amar todos os dias.

Não amar certamente anularia as dores e desilusões destes momentos, mas não é a decisão mais completa a ser tomada. Particularmente não creio que exista gente que foi feita para não amar; e também não creio em amor que vai e vem, que sobe e desce. Acredito no amor que fica, mesmo amassado, ferido, sozinho e nos faz ter esperança de ver hoje, no nosso agora dolorido, um horizonte amanhã, doce e ensolarado, talvez distante, mas alcançável de dias melhores, mais fáceis para se amar. Dificilmente encontra-se um bom motivo para amar persistentemente, mas quem disse que o verdadeiro amor precisa de motivos para ser amor?

O que me faz amar com vontade de amar não é o motivo, mas a consciência da existência inequívoca deste amor que está aqui dentro sem saber como. Não sei explicar, muito provavelmente ninguém conseguirá explicar, porque o amor é assim, mais forte que a morte, dolorosamente persistente, irrevogavelmente amante, paciente e benigno mesmo sem motivos. Já tentei entendê-lo, mas eu sei que só posso sentí-lo.
O bom e verdadeiro amor não precisa saber dos motivos, jamais os procura ou avalia se é possível ou não amar, só sabe que sente amor e pronto. Vai lá de peito e vida abertos. Ele lança fora todo o medo, ainda que se tenha de matar um leão por dia e a gente vá deitar cansado todas as noites.

O amor sobrevive mesmo é de mãos dadas com a fé e a esperança. O abraço dado, o beijo paciente, a presença carinhosa certamente são expressões do amor, são veículos para nos sinalizar que ele existe e nos dar novo ânimo, mas quando não os encontramos não significa que não podemos amar ou que nos faltam motivos. Dificilmente entenderemos ou reconheceremos o verdadeiro amor somente nos atos e gestos físicos. O amor manifesta-se em dom/dádiva, no que é dado sem buscar interesses próprios, nem mesmo os interesses de atender às nossas carências afetivas são válidos para buscar amar. O amor manifesta-se sem motivo aparente, até sem condições, vem como um rolo compressor ou uma simples brisa, mas vem.
É possível negligenciar o amor, fazer de conta que não existe ou abafá-lo. É possível ficar tão duro ao amor que, mesmo ele existindo, não se queria mais senti-lo. O medo da dor pode causar tudo isso, mas podemos escolher viver por medo e não deixar o amor em paz ou por fé e esperança e fazê-lo brilhar como um sol.

Amar é a capacidade de doar-se sem querer nada em troca, talvez por isso o Senhor tenha dito que, no final dos tempos, o amor se esfriaria de quase todos. Uma sociedade que luta por poder e prestígio, que compra todas as coisas, admiração e domínio, que concorre traiçoeiramente pelos melhores lugares e pisa em cima de qualquer ameaça não entende nem aceita dar sem querer qualquer coisa como pagamento. Pessoas que se amam, mas se interessam mais por disputar quem ama mais do que simplesmente amar, gente que não sabe amar só por amar corre o sério risco de ver esfriar a sensibilidade ao amor.

Logo, não existe pagamento para quem ama de verdade. E quem assim ama, não aceita tais trocas e barganhas. Continua dando, amando, crendo e alimentando a esperança não do fim, mas do recomeço pleno e movido pela alegria de simplesmente amar todos os dias, tudo sofrendo, tudo crendo e tudo esperando, até mesmo o ressurgir da sensibilidade de amar.

O Deus que assim ama te abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente!


Pablo Massolar

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Um Canto de vitória e esperança (2)



O que nos motiva e nos move a continuar cantando?

Assim como nós, o apóstolo Paulo também faz perguntas: Que diremos diante destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Não nos dará Deus, de graça, todas as coisas? Quem nos fará acusação?Quem nos condenará? Quem nos separará do amor de Cristo? (Rm 8.31-39).

Por trás de cada uma dessas perguntas, há uma afirmação: de que Deus está ao redor e no interior da vida, provendo, cuidando, libertando, agindo soberanamente, sendo Deus! Em Jesus Ele nos deu a maior prova de amor de todas, não poupando seu próprio Filho. E, em outras palavras, o que Paulo está dizendo aqui é que nada do que diz respeito a este mundo e a esta vida pode eliminar ou nos privar dos efeitos deste ato de amor de Deus!

Embora a declaração de que somos mais que vencedores tenha se tornado um clichê usado pelos dois primeiros grupos, a) os do canto triunfalista, e b) os do canto de negação, ela está mais associada com os do terceiro grupo, c) da afirmação e aceitação jubilosa.

Será que Paulo está aqui negando que existem condenação ou separação? Ou que tribulação, fome, nudez, perigo, espada, perseguição, angústia e morte têm poder sobre nós? No meu entendimento, não! Porque, se esse é o canto de Cristo, é o canto daquele que venceu a morte, porque antes passou por ela; é o canto daquele que nos deu a esperança da ressurreição e da vitória, mas não rejeitou o caminho da cruz e do fracasso. Ou seja, nós podemos ou vamos passar, ou já temos passado por isso tudo (vide o v. 36, em que se diz: "Por amor de ti enfrentamos a morte todos os dias; somos considerados como ovelhas destinadas ao matadouro").

O que nos move ou motiva a continuar cantando ao passar, é que nenhuma delas tem poder suficiente para nos apartar do amor de Cristo! Nenhuma! Nada! Assim...

O cântico do amor é o que aumenta nossa fé e nos dá esperança!

Sempre acreditei, contra todas as falsas expectativas e os falsos sentimentos, que o AMOR é a mais sublime e necessária de todas as virtudes, marca da imagem de Deus em nós...

Não porque seja um sentimento, mas porque é e se traduz em ação! Ação que nunca julga se é justo ou injusto pagar, com a própria vida se preciso for, para que outros vivam. Por isso o amor é permeado pela dor e a incompreensão. Que razão, por mais inteligente que seja, consegue compreender o amor?

Jesus foi essa pessoa... Permeado de incompreensão, de dor, de amor – e por isso da maior alegria! A alegria que nada pode arrancar, pois não depende das circunstâncias. Por seu exemplo podemos hoje dizer, crer, esperançar: a morte não é o fim, é o começo! Nada pode nem poderá nos separar do seu amor!

Jonathan

TEMPO DE VOLTAR

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Como entoar um cântico de vitória e esperança em meio às adversidades?



É fácil cantar cânticos de vitória quando se é vitorioso; de alegria, quando se está alegre; e de esperança, quando as coisas que esperávamos acontecer, aconteceram. Só que o mais louco e contraditório da vida cristã, vida na fé, é que tantas vezes, e pela mais variada razões, somos incentivados a cantar, apesar das circunstâncias. Mas, como podemos ser honestoscom a vida, com as pessoas, com Deus e com nossos próprios sentimentos diante das perdas, e ainda sim, cantar?

Temos conhecido algumas formas de se fazer isso no cristianismo atual:

  1. Uma delas, diz respeito a "cantar vitória", porque assim fazendo, "chamamos" a vitória para o nosso lado. Esse é o canto triunfalista. Talvez um dos mais populares hoje em dia...


  2. Outra, é o que podemos chamar de canto de "negação". É o canto que nega a realidade, pois nos afasta dela. É o canto que nos dá doses de ilusão, de que tudo está sob controle e vai ficar bem, mesmo que nada esteja bem e, por certo tempo, nem vá ficar bem...


  3. o terceiro canto é o canto da "afirmação" e aceitação jubilosa. Aqui, reconhece-se a realidade, lamenta-se por ela, contudo, a realidade, por mais dura que possa ser, não pode paralisar o canto. porque o canto, não nega e não está apartado da realidade...

A terceira forma de ser e cantar é a que mais me parece condizer com osmuitos exemplos das Escrituras. E aqui quero ilustrar com 2 poetas. Ninguem melhor do que eles para nos flar nessas horas... Eugene Peterson disse que os poetas são "pastores de palavras", pois eles lidam com respeito e reverência tanto as palavras, quanto a realidade que elas apresentam.

1 exemplo: o rei-poeta Davi. É uma daqueles que nos lembra a integridade que devemos ter. Nossos cânticos devem ser expressão do que vivemos. Davi cantava o que vivia.

Como a corsa anseia por água corrente, a minha alma anseia por ti, ó Deus. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo. Quando poderei entrar para apresentar-me a Deus? Minhas lágrimas tem sido o meu alimento de dia e de noite, pois me perguntam o tempo todo: "Onde está o seu Deus?". Quando me lembro destas coisas choro angustiado, pois eu costumava ir com a multidão, conduzindo a procissão à casa de Deus, com cantos de alegria e de ação de graças entre a mltidão que festejava. Por que você está assim tão triste, ó minha alma? Por que está assim tão pertubada dentro de mim? Ponha a sua esperança em Deus! Pois ainda o louvarei; ele é o meu Salvador e o meu Deus. (Salmo 42: 1-6) .

2 exemplo: o profeta-poeta Habacuque. A situação do profeta e do povo era de escuridão.Mas seu canto é uma das mais bonitas expressões de afirmação e aceitação jubilosa.

Mesmo não florescendo a figueira, e não havendo uvas na videira, mesmo falhando a safra de azeitonas, não havendo produção de alimento nas lavouras, nem ovelhas no curral, nem bois nos estábulos, ainda sim eu exultarei no Senhor me alegrarei no Deus da minha salvação. O Senhor, o Soberano, é a minha força, ele faz os meus pés como os do cervo; faz-me andar em lugares altos. (Habacuque 3.17-19)

Sinto que nós precisamos de um canto de afirmação: da vida, apesar da morte; da esperança, apesar do desmoronamento de expectativas; de alegria, em meio a tristezas; de vitória, não obstante as perdas.


Continua...


Jonathan Menezes

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O que é o ORGULHO?

É um sentimento de amor a si próprio que leva a pessoa a ter uma idéia exagerada a respeito de seus próprios méritos, e que a leva, comumente, a tentar atrair a apreciação e o louvor dos outros. Orgulho, ou soberba, é a exaltação que a pessoa faz de si mesma, considerando-se superior aos outros. Esse sentimento está completamente contrário aos ensinamentos da Palavra de Deus, que nos exorta a sermos humildes.

A Bíblia condena o orgulho -
1) Salmo 19
12. Quem há que possa discernir as próprias faltas? Absolve-me das que me são ocultas.
13. Também da soberba guarda o teu servo, que ela não me domine; então, serei irrepreensível e ficarei livre de grande transgressão.

Davi roga a Deus que o livre da soberba, para que esta não o domine. Então ele será sincero e ficará livre de grande transgressão. Não somente o orgulho já é uma transgressão, mas o orgulho leva o orgulhoso a ir quebrando todos os preceitos de Deus, e se torna culpado de muitas e grandes transgressões.

2) Provérbios 8
13. O temor do SENHOR consiste em aborrecer o mal; a soberba, a arrogância, o mau caminho e a boca perversa, eu os aborreço.

Entre as coisas que a pessoa que teme a Deus deve aborrecer está a soberba.

3) Daniel 5
20. Quando, porém, o seu coração se elevou, e o seu espírito se tornou soberbo e arrogante, foi derribado do seu trono real, e passou dele a sua glória.
21. Foi expulso dentre os filhos dos homens, o seu coração foi feito semelhante ao dos animais, e a sua morada foi com os jumentos monteses; deram-lhe a comer erva como aos bois, e do orvalho do céu foi molhado o seu corpo, até que conheceu que Deus, o Altíssimo, tem domínio sobre o reino dos homens e a quem quer constitui sobre ele.
22. Tu, Belsazar, que és seu filho, não humilhaste o teu coração, ainda que sabias tudo isto.
23. E te levantaste contra o Senhor do céu, pois foram trazidos os utensílios da casa dele perante ti, e tu, e os teus grandes, e as tuas mulheres, e as tuas concubinas bebestes vinho neles; além disso, deste louvores aos deuses de prata, de ouro, de bronze, de ferro, de madeira e de pedra, que não vêem, não ouvem, nem sabem; mas a Deus, em cuja mão está a tua vida e todos os teus caminhos, a ele não glorificaste.

Daniel estava diante do rei Belsazar e interpretava para ele o sentido da mensagem que a mão de Deus havia escrito na parede, durante a orgia em seu palácio. Daniel lembrou-lhe o triste exemplo do rei Nabucodonozor: alcançara muito poder e glória, mas orgulhou-se e endureceu o seu coração, tornando-se soberbo e arrogante. Então Deus o derrubou, ele enloqueceu, e foi habitar com os animais, e com ele comia capim. O orgulho, pode levar as pessoas à queda e à ruína , porque a pessoa orgulhosa, não ouve a razão, não aceita conselhos nem admoestações, torna-se cada vez mais egoísta e cruel.

4) Provérbios 16
18. A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda.
A soberba precede à ruína, como aconteceu no caso de Nabucodonozor.

5) II Timóteo 3
1. Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis,
2. pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes,
3. desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem,
4. traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus,
5. tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes.
O orgulho está entre as qualidades dos seres humanos maus que, como disse o Apóstolo Paulo, surgiram nos difíceis tempos da extrema corrupção.

Jesus condenou o orgulho -
Marcos 7
20. E dizia: O que sai do homem, isso é o que o contamina.
21. Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios,
22. a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. 7.23 Ora, todos estes males vêm de dentro e contaminam o homem.

Vemos que Jesus ensinou que não é o que entra na pessoa que a contamina, mas o que sai da pessoa. Jesus se referia aos costumes cerimonialistas dos judeus, de lavar-se várias vezes, para ficarem espiritualmente puros. O que sai do homem, isso sim, é o que o contamina. São os males de sua natureza pecaminosa que brotam no seu coração sem Deus. E entre os vários males que o coração pecaminoso expele, Jesus mencionou também o orgulho: '... a soberba(orgulho)...(Mateus 7:22)'.

Lucas 14
7. Reparando como os convidados escolhiam os primeiros lugares, propôs-lhes uma parábola:
8. Quando por alguém fores convidado para um casamento, não procures o primeiro lugar; para não suceder que, havendo um convidado mais digno do que tu,
9. vindo aquele que te convidou e também a ele, te diga: Dá o lugar a este. Então, irás, envergonhado, ocupar o último lugar.
10. Pelo contrário, quando fores convidado, vai tomar o último lugar; para que, quando vier o que te convidou, te diga: Amigo, senta-te mais para cima. Ser-te-á isto uma honra diante de todos os mais convivas.
11. Pois todo o que se exalta será humilhado; e o que se humilha será exaltado.

Nessa passagem Jesus conta a parábola dos primeiros assentos e convidados, e exorta-nos a sermos humildes e prudentes, não nos engrandecendo aos nossos próprios olhos. No caso da parábola, aquele que, por se considerar importante, escolheu um lugar principal acabou sendo envergonhado. A lição dessa parábola, o próprio Senhor Jesus no-la dá: Quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado. Isso acontece assim também diante de Deus.

Somos exortados a sermos humildes -
O sentimento contrário à soberba, ao orgulho, é a humildade. E nosso grande exemplo da humildade está na pessoa de Jesus.
Filipenses 2
1. Se há, pois, alguma exortação em Cristo, alguma consolação de amor, alguma comunhão do Espírito, se há entranhados afetos e misericórdias,
2. completai a minha alegria, de modo que penseis a mesma coisa, tenhais o mesmo amor, sejais unidos de alma, tendo o mesmo sentimento.
3. Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo.
4. Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros.
5. Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,
6. pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus;
7. antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana,
8. a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz.

A exortação do Apóstolo Paulo aos filipenses foi que procurassem ter o mesmo sentimento que houve em Jesus, isto é, o da humildade verdadeira. Ele se esvaziou, isto é, deixou a glória celestial, limitou até seus poderes, tendo se tornado homem, e como homem assumiu a culpa de nossos pecados e pagou nossas transgressões dando-se na cruz do Calvário. A obediência, o amor e o sacrifício são manifestações da humildade verdadeira.

Finalizando -
Acepção de pessoas, discriminação racial, antipatias, tratamentos rudes, descaridosos, ofensivos, desdenhosos ou humilhantes, palavras duras, ríspidas, ásperas ou grosseiras, conversas problemáticas, suspeitas, incertas ou duvidosas, caráter dúbio, atitudes falsas, comportamentos hipócritas ou vidas mentirosas, etc, etc, etc., são procedimentos que resultam do orgulho.

Examinemo-nos, descubramos quais os nossos procedimentos em relação aos nossos irmãos que são produzidos pelo orgulho, e arrependamo-nos.

Que Deus continue nos ajudando e nos abençoando! Que a Graça, a Paz e a Misericórdia do Senhor Jesus Cristo; que o Grande, Eterno, Infinito e Sublime Amor de Deus; e que as Consolações, o Conforto, a Comunhão e o Poder do Espírito Santo, sejam com todos os salvos, cidadãos da Pátria Celestial, hoje, sempre, eternamente! Amém!

Pastor Elcy França

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Assim como Davi

Pois eu conheço as minhas transgressões [...]
Salmo 51.3

Uma senhora idosa não gostava do jeito que seu pastor pregava a cada domingo, e lhe falou sobre isso. Ela se incomodava, pois antes de pregar, ele pedia perdão a Deus pelo pecado cometido na semana anterior. "Pastor", ela disse: "Não gosto de pensar que meu pastor peca."

Gostaríamos de pensar que nossos líderes espirituais não cometem pecados, mas a realidade nos diz que nenhum cristão está isento dos fardos da natureza pecaminosa. Paulo falou aos crentes de Colossos para "fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena" (Colossenses 3.5). O problema é que às vezes não fazemos isso. Cedemos à tentação e ficamos atordoados. Mas não nos tornamos inúteis. Temos um padrão a seguir em busca de restauração.

Tal padrão nos é dado pelo rei Davi; cujo pecado demosntrou as tristes consequências por sucumbir à tentação, através dos seus exemplos e dos salmos que escreveu. Observe atentamente o Salmo 51, veja como Davi reagiu ao seu pecado. Primeiro, ele se lançou aos pés de Deus, implorando misericórdia, reconhecendo seu pecado e confiando no julgamento do Senhor. (vv. 1-6). Em seguida, ele procurou o único que poderia perdoar e purificá-lo (vv. 7-9). Finalmente, Davi pediu por restauração com a ajuda do espírito Santo (vv. 10-12).

O pecado está roubando sua alegria e interrrompendo seu relacionamento com o Senhor? Assim como Davi, volte para Deus.

O arrependimento abre o caminho para caminharmos com Deus!!

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Os 3 últimos desejos de Alexandre O GRANDE!




À beira da morte, Alexandre convocou os seus generais e relatou seus 3
últimos desejos:

1 - que seu caixão fosse transportado pelas mãos dos melhores médicos da época;
2 - que fossem espalhados no caminho até seu túmulo os seus tesouros conquistados (prata, ouro, pedras preciosas...); e
3 - que suas duas mãos fossem deixadas balançando no ar, fora do caixão, à vista de todos.

Um dos seus generais, admirado com esses desejos insólitos, perguntou a Alexandre quais as razões. Alexandre explicou:

1 - Quero que os mais eminentes médicos carreguem meu caixão para mostrar que eles NÃO têm poder de cura perante a morte;

2 - Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem;

3 - Quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos e de mãos vazias partimos.


(Autor desconhecido)

Enviado por Leila Gregis

quarta-feira, 21 de julho de 2010

A difícil tarefa de perdoar ( 3 )



Em terceiro lugar, precisamos reconhecer quem é o outro nessa história

Nínive, que já não mais existia quando essa história foi escrita, é símbolo da cidade má e opressora... É lugar dos degredados, dos maliciosos, dos “sem-Deus”. Os ninivitas eram, aos olhos de Jonas, indignos do perdão divino, merecedores da condenação e morte ("nossa justiça"). Nosso sentimento em relação ao outro, que nos ofende (nossos ninivitas), pode demonstrar o que desejamos de Deus: que castigue, condene, faça justiça (histórias que ouvimos por aí).

Nessa história, a justiça divina identifica o pecado (Jonas 1.2), mas não condena Nínive. O Deus que perdoa condena o pecado, desejando libertar o pecador. Nossa postura é inversa: não conseguimos separar; a pessoa é igual ao seu pecado.

A tendência humana é reconhecer o outro pelo que ele faz; o que ele faz, é o que ele é. Aí entra o confronto com o olhar divino. Enquanto Jonas vê pecadores indignos e imperdoáveis, Deus vê 120 mil pessoas que não sabem distinguir o certo do errado (Jonas 4.11). Então, o que as pessoas fazem pode ser apenas um lado do que elas são. Quem sabe o lado que seu eu ferido, acuado, amedrontado, cego, infeliz, abusado, permite mostrar.

Posso, então, me despertar para o fato de que o outro também é amado e perdoado por Deus; de que sou pecador e indigno tanto quanto ele; que, se a justiça implacável tivesse de ser implantada, não seria somente ao outro, mas a mim. Não há um justo sequer na terra, que pratique o bem e não peque (Ec 7.20). Como eu, o outro também enfrenta a difícil tarefa de perdoar; todos têm dificuldades, alguns menos, outros mais... E que, o que mesmo Deus faz ao ofendido, também faz ao ofensor: perdoar e nos convidar a fazer o mesmo. Justiça e perdão em Deus não estão separados.

Algumas breves implicações:

1. Se perdoar é uma atividade complexa, não se cobre tanto, nem ao outro, uma resposta imediata. Dizer “eu te perdôo”, pode ser simples, o perdão nem sempre...

2. Quando você não tiver forças pra liberar perdão, apenas disponha-se, e deixe Deus cuidar do processo de cura e cicatrização das feridas que ficaram...

3. Não espere que o tempo volte, e nem que o outro mude para você mudar. Entrar no programa de perdão divino é uma decisão pessoal; o risco e o preço é todo seu.

4. Se não podemos apagar o que passou, podemos pedir auxílio a Deus para nos ajudar a tratar do que ficou daquilo que passou, e crer que o poder de consolo do Consolador vai gerar o poder de cura e perdão em nossas vidas. Que Deus nos abençoe e não permita que a gente desista de entrar no seu programa de perdão.

Jonathan Menezes

A difícil tarefa de perdoar ( 2 )



Em segundo lugar, precisamos reconhecer quem nós somos nessa história

Como Jonas, repetindo, somos versados nesse negócio de perdão e até bem conscientizados a respeito. Porém, teimosia, rancor, mágoa, hipocrisia, falsidade, personalidade, entre outros fatores, nos conduzem à fuga muitas vezes. Társis, uma colônia fenícia ao sul da Espanha, é a representação desses “lugares de fuga”

Vamos para Társis, quando não queremos lidar com uma situação de desconforto...
Vamos para Társis para não sermos confrontados por algo que fizemos...
Vamos para Társis todas as vezes que queremos evitar alguém (pessoa indesejada)...

Társis é lugar de refúgio, contra si mesmo, contra Deus, contra os outros... Para mim, Társis é a representação de um lugar onde eu possa me ver “livre de cargas”, de deveres. Em Jonas, esse dever era pregar arrependimento (condenação) pelo pecado, sabendo que Deus poderia (e provavelmente iria) mudar o curso, aplicando seu programa de perdão.

Nós também queremos nos ver livre de cargas. Mas quando é outra pessoa que está em débito conosco, queremos que ele/a pague com juros. Vivemos, assim, a contradição de Jonas: recebe o perdão divino, mas é incapaz de fazer o mesmo com os ninivitas (ver 2.10; 4.1; ou como o “servo mau”, de Mt 18.32-35).

Então, conscientemente ou não, fazemos nossos planos de punição. Qual será a melhor maneira de punir aquela pessoa por aquilo que ela me fez? Quem sabe "dando um gelo nela", pagando na mesma moeda, punindo com rancor e falta de perdão (quando nós mesmos é quem estamos sendo punidos), ou orando pra que Deus faça a sua "justiça" e a castigue pra valer. Em termos de ser humano (Jonas), há muitas possibilidades nesse item...

Uma das virtudes dessa história, portanto, é a de fazer com que eu me reconheça: primeiro em Jonas, o fujão, “reclamão”, impiedoso, para, quem sabe, poder me reconhecer em Deus, amoroso, misericordioso, gracioso, e que perdoa.

(Continua...)


Jonathan Menezes

A difícíl tarefa de perdoar ( 1 )







Após certo tempo na caminhada de fé, passamos a lidar com certos assuntos como peritos. Perdão é um deles. É simples: Deus diz que a gente tem que procurar o irmão pra se reconciliar, antes de dar uma oferta (Mt 5.23-24); que devemos perdoar até 70 vezes 7 (18.22); e nós ainda oramos: “Perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores”. Daí, nos damos conta de que Deus, no curso da história, tem um projeto de reconciliação, e nos inclui. Então, de novo, parece simples, vamos executar o projeto.. Mas não é... Quando esbarramos em dificuldades (internas e externas) à execução desse projeto, percebemos que perdoar é uma atividade complexa, uma tarefa difícil.

Olhemos para a conturbada história de Michael Jackson e sua família (especialmente seu pai). É a história de alguém que alega ter sido ferido na infância, carregou as marcas disso na vida, nunca conseguiu perdoar e terminou botando em prática um “plano de punição”. Essa história me fez pensar sobre como lidamos com as ofensas que recebemos e fazemos.

Como lidar com um amigo que nos trai? Como tratar um pai, que abusou de você na infância? De que maneira agir com um irmão que me deve?

A resposta prática de Deus na Bíblia, se chama perdão. Mas quando estamos machucados, o perdão não soa um negócio assim tão romântico. Queremos punição, justiça... Como transformar nossos planos de punição em um programa de perdão? Ao olhar para a história de Jonas, talvez o processo possa ser do reconhecimento de certas coisas à ação.

Em primeiro lugar, precisamos reconhecer quem Deus é nessa história

Desde o princípio, Deus teve de lidar tanto com a potência para o pecado como com o pecado efetivo no ser humano. Em resposta, ele se irou, se arrependeu de ter criado, permitiu que as consequências da ofensa viessem contra as próprias pessoas, porque ensinou que pecado tem consequências.

Mas, Ele é amor. Então escolheu a via do perdão e da reconciliação, por pura Graça... Na definição de Miroslav Volf, perdoar “é oferecer aos ofensores a dádiva de não condená-los pelo seu erro”. Assim, Deus revela seu caráter, que Jonas (4.2) conhecia muito bem: “És Deus misericordioso e compassivo, muito paciente, cheio de amor e que prometes castigar, mas depois te arrependes”.
A mais direta implicação desse reconhecimento é ser recrutado para o “programa de perdão” de Deus, que era o que Jonas deveria ter feito. Mas (1º) ele fugiu, e (2º) ele murmurou perante o resultado de ter pregado para Nínive: “Eu sabia Deus que você é pronto, como na queda de um chapéu, a transformar seus planos de punição em um programa de perdão” (The Message).

(Continua...)



Jonathan Menezes

Os irmãos tentados

[...] como, pois, cometeria eu tamanha
maldade e pecaria contra Deus?
Gênesis 39.9

Dois irmãos, ambos distantantes de casa, enfrentavam tentações semelhantes. Um, que trabalhava longe da família caiu na armadilha de uma mulher mais jovem.O seu pecado causou constrangimento e abalou a família. O outro, que estava afastados dos entes queridos devido a uma crise familiar, resistiu às investidas de uma mulher com mais idade. Sua fidelidade resgatou e restaurou a família.

Quem são estes irmãos? Judá, que caiu na armadilha desesperada da sua nora Tamar, que era negligenciada (Gn. 38). E José que fugiu dos braços da mulher de Potifar (Gn. 39). Num capítulo a terrível história de irresponsabilidade e desonestidade; noutro, um belo capítulo sobre fidelidade.

As histórias de Judá e José quando confrontadas em meio à "história de Jacó" (Gn. 37.2), nos mostra que a tentação em si não é um problema. Todos enfrentam tenatções, até mesmo Jesus (Mt. 4.1-11). Mas como enfrentamos a tentação? Será que demosntramos que a fé em Deus pode nos proteger e evitar que caiamos em pecado?

José nos deu uma dica sobre como escapar do pecado: reconhecê-lo como afronta a Deus e fugir dele. Jesus nos deu outra opção: responder a tentação com verdades da Palavra de Deus.

Você está enfrentando tentações? Esta é uma oportunidade de tornar Deus e Sua Palavra reais, em sua vida. Fuja delas!

CAÍMOS EM TENTAÇÃO QUANDO NÃO NOS POSICIONAMOSCONTRA ELA.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Medite nestas coisas!!

Meditarei no glorioso esplendor da tua
magestade e nas tuas maravilhas.
Salmo 145.5


Alguns cristãos tornam-se um pouco céticos quando você começa a falar sobre meditação sem enxergar a grande diferença entre a meditação bíblica e alguns tipos de meditação mística. Na meditação mística, conforme uma das explicações, "a mente racional é levada a neutralidade... para que a psique possa assumir o controle". O foco é interior e o objetivo é "tornar-se um com Deus".
Por outro lado, a meditação bíblica direciona a atenção aos assuntos do Senhor e o Seu propósito é renovar as nossas mentes (Romanos 12.2) para pensarmos e agirmos de maneira semelhante a Cristo. O objetivo é refletir sobre o que Deus disse e fez (Salmos 77.12; 119.15-16; 97) e em como Ele é (Salmo 48.9-14).
Em Salmo 19.14, Davi escreveu: " As palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua presença."Outros salmos refletem sobe o amor de Deus (Slamo 48.9), Suas obras (Salmo 77.12), Sua lei (Salmo 119.97) e Seus testemunhos (Salmos 119.99).
Preencha sua mente com as Escrituras e concentre sua atenção nos mandamentos, nas promessas e na bondade do Senhor. E lembre-se disto: "[...] tudo que é verdadeiro, tudo que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo que é amavél, tudo que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento" (Filipenses 4.8).

segunda-feira, 21 de junho de 2010

ontra fatos não há argumentos. Será??



Você já parou pra pensar o quanto nosso cotidiano é nutrido por idéias? Lidamos com elas o tempo todo. Idéias que vão e que vêm; que nós criamos, copiamos, mudamos; memorizadas, pensadas, não-pensadas, automatizadas, enraizadas. Embora o viver não se resuma a elas, não há duvida que, de muitas e variadas formas, elas ajudam a abastecer o viver.

Uma das idéias das quais nos abastecemos – os historiadores mais ainda – é a de que fatos existem lá fora. Um fato pode ser entendido genericamente como um fenômeno humanamente reconhecível, e ordenado a partir do tempo e do espaço. Para muitos, fatos são “dados”, isto é, informações que emanam naturalmente dos ocorridos e que, por uma pura observação, caem em nossos colos prontos para serem divulgados. Não foram mexidos, como podem ser os ovos, nem modificados pelo olhar humano. Aliás, para que fatos sejam mesmo fatos, ter-se-ia de ignorar o tal olhar. E o pior é que nisso tudo ainda se propaga a fábula da “tabula rasa” de David Hume, que pressupõe a pura recepção da mente humana dos dados da experiência, demarcando uma continuidade entre o dado, a recepção e o conhecimento.

Assim, tal fábula se faz disseminar entre nós por meio do senso comum de que “contra fatos, não há argumentos”, já que o fato “fala por si mesmo”, e nosso papel é apenas o de descrevê-lo tal como ele é, sem tirar, nem pôr. Eles emergem das coisas. Embora muita gente ainda pense assim, há muito tempo existem argumentos levantados por diferentes vozes contra tal percepção de um fato. Uma delas é a de que o fato não é um dado proveniente do mundo externo, mas uma criação proveniente do olhar humano. Logo, aquilo que recebemos como “fato”, contra qual não se poderia ter argumento, surge precisamente de outros argumentos, ou informações suscitadas por alguém, que não “caíram no colo”, nem foram “dadas” e sim produzidas pela linguagem.

É óbvio que isso se aplica ao campo do conhecimento, que surge precisamente desse olhar para a realidade. Não se trata de ciência exata aqui, mas humana (melhor deixar claro, antes que alguém venha dizer que acredita ser um fato que 2 + 2 é igual a 4). Fatos, assim, são construções, à medida que passam pelo filtro do olhar, que naturalmente resulta em interpretação e, por fim, em um enunciado. Não se pode, por mais que se tente, eliminar todas as interpretações naturais, como defendeu Paul Feyerabend. E toda tentativa de fazê-lo, ainda segundo ele, seria autodestrutiva, ou, como disse C. S. Lewis, é aceitar a “oferta do Bruxo”.

Contra tal positivismo, que dizia “há apenas fatos”, Nietzsche respondeu: “Ao contrário, fatos é o que não há; há apenas interpretações”. Sei que para muita gente isso ainda pode parecer um tanto subversivo, e para outros, questão ultrapassada. Mas ainda se pode ouvir, aqui e acolá, o dito que “contra fatos...”. Bem, e se os fatos, em si, já são de certo modo argumentos (enunciados)? Então, não se pode aferir que não há argumentos contra argumentos, concorda? Teorias são criações provenientes da interpretação – diversa, lacunar, contraditória – e, portanto, sujeitas a permanente reformulação. Diz-se que os fatos podem refutar as teorias, e eu pergunto: quais? Aqueles, resultantes da mesma fonte de onde provêm as teorias, isto é, o olhar humano?

Penso que não há nada “por trás dos fatos” que proteja uma afirmação categórica humana de um exame crítico – até porque, por trás dos fatos, diria Feyerabend, estão seus “componentes ideológicos”. Aliás, a menos que esteja protegida pela “aura” do dogma, nenhuma teoria, tampouco essa que defendo, está isenta de um exame crítico. Se não é possível excluir a interpretação da atividade de conhecer, continuemos examinando criticamente as interpretações uns dos outros, nessa busca desenfreada pela verdade, que nos escapa. Se uma interpretação “não servir”, substitua por outra, e assim sucessivamente. No dia em que virmos o original, face a face, então a ciência terá chegado ao fim, parafraseando Rubem Alves... No dia em que virmos face a face, então conheceremos como somos conhecidos, e a vida já não será a mesma!


Jonathan

Fanáticos Religiosos!!



A vossa palavra seja sempre agradável,

temperada com sal, para saberdes como

deveis responder a cada um.

Colossenses 4.6


Tenho um amigo que foi convidado para um jantar, no qual sentou-se ao lado de um descrente que se divertia em zombar dos cristãos.

Durante todo este período, o homem alfinetou Mateus de maneira cruel falando sobre as maldades do cristianismo ao longo dos séculos. O meu amigo respondia calmamente a cada insulto dizendo: "Esse é um ponto de vista interessante." E depois fez uma pergunta que demosntrou genúino interesse e desviou a discussão da questão sobre a qual discordavam.


Quando os dois estavam indo embora no fim da noite, o rapaz desferiu o golpe final. Mateus colocou os braços no ombro dele e riu silenciosamente: "Meu amigo", disse ele, "durante a noute toda você tentou conversar comigo sobre religião. Você é um fanático religioso?"


O rancor do rapaz dissolveu-se em um ataque de risose depois em moderação, porque ele era verdadeiramente um fanático religioso. Todos os seres humanos são. Somos insaciáveis e incuravelmente religiosos - conquistados pelo amor compassivo de Deus, apesar de tentarmos mantê-lo à distância. A bondade e o humor inteligente de Mateus despertaram o coração daquele rapaz para que ele pudesse se tornar receptivo ao evangelho.


Devemos ser "prudentes como as serpentes" (Mateus 10.16) quando lidamos com não-cristãos, falando com eles "com graça temperada com sal" (Colossenses 4.6)


Como sal da terra,

os cristãos podem tornar outros sedentos pela Água da Vida.!!